segunda-feira, 2 de março de 2015

ÉTICA E CIÊNCIA

ÉTICA E CIÊNCIA


 I. Introdução ao texto:


A ciência marca profundamente a vida da sociedade atual. Somos uma comunidade cientificizada. Tudo isso começou com o desenvolvimento das ciências modernas, o aceleramento das mesmas, trazendo um alto nível científico a modernidade.
Para Pe. Manfredo, se a nossa sociedade entrou neste processo acelerado de modernização e cientificização, onde tudo passa a ser visto a partir do prisma científico, então a ciência começa a ocupar um lugar importante na construção da realidade social. Isso quer dizer na verdade que as relações entre os indivíduos de certa forma é influenciada pela ciência. Porém esta ciência não possibilita um nível de justiça e igualdade, visto que nela  não há valores éticos. 
Esta cientificação traz alguns questionamentos bem importante: 1oemerge desta cientificização uma dicotomia profunda, pois o seu progresso científico não chega para todos; 2o cria-se uma dependência do humano diante das ciências. Daí Surge para Pe. Manfredo um outro problema.  Como é o ser humano que está em jogo, então este problema é também ético. Assim a problemática levantada é de fundamentação do agir humano diante sociedade, que não se pode responder no campo da pura ciência, sem levar em conta uma filosofia última.
O homem é um ser ético e histórico, como tal não pode abster-se desta caraterística. Desta maneira ele é responsável por seus atos e  relações em sociedade. O homem não é fixado, estático e parado, mas um ser em construção. Por isso dizemos que é responsável por seu agir. Daí devemos sempre perguntar pelos critérios de nossa ação no mundo.
O grande problema da ciência contemporânea é o que Pe. Manfredo chama de carência de uma solução racional. O  grande projeto da humanidade secularizada, quer legitimar uma nova moral independente de qualquer metafísica ou religião, fundamentada puramente na racionalidade do homem.
A contemporaneidade difundiu uma civilização marcada pela concepção da racionalidade instrumental. Toda racionalidade reduz-se ao conhecimento formal, lógico-matemático e ao conhecimento das ciências fatuais,. Empírico-analíticas. Para eles somente neste campo existe conhecimento e ciência. Normas éticas não têm espaço neste esquema, pois elas nunca podem ser fatos. Sendo assim, a validade intersubjetiva é ilusória.
Para Pe. Manfredo nossa sociedade vive um paradoxo, pois quer ter um conhecimento fatual rigoroso dos processo de auto-construção da humanidade racionalizada. No entanto este processo só exprime as relações do homem no mundo objetiva, sem tocar na subjetividade. O grande paradoxo é o fato da humanidade contemporânea ter querido atingir a suprema forma de racionalidade no conhecimento dos fatos, mas por outro lado, conformar-se com as decisões irracionais no tocante a sua práxis moral.
Como vimos a racionalidade contemporânea não abre espaço para as discussões éticas e morais. O estabelecimento dos fins para a sociedade tecnológica é deixada no campo da cegueira. Assim na esfera científica contemporânea não existe lugar para a intersubjetividade.



II. O fundamento ético da atividade científica:


No mais profundo da atividade científica existe uma dimensão ética imanente na práxis científica. Contudo, para poder ser expressa tal dimensão, faz-se mister uma tomada de consciência do papel da filosofia. Qual é de verdade a tarefa específica da filosofia? Qual seu campo de ação?
Podemos afirma de início, que segundo a tradição, começada por Kant, o papel da filosofia seria explicitar as condições a priori de possibilidade da própria experiência humana teórica e prática. Portanto a filosofia trata de explicitar, reflexivamente os pressupostos implícito das atividades científica, por conseguinte também daquela, que se considera neutra e por esta razão aética. A atividade filosófica é uma atividade puramente reflexiva, enquanto tematiza as condições de possibilidade do agir humano no mundo. Neste sentido ela é transcendental, pois ultrapassa os fatos empíricos para ascender as condições últimas de possibilidade da própria ciência.
Desta forma, o ponto de partida da filosofia é a práxis humana no mundo, que se distingue em três dimensões: subjetiva, objetiva e intersubjetiva. Está última é expressão da convivência social e comunitária do humano. Nela a coordenação das ações são feitas, por agentes individuais, numa relação de respeito e igualdade. Daqui nasce o que Habermas chama de ação comunicativa.
Uma fundamental característica da ação comunicativa é o consenso dos indivíduos acerca do argumento em questão. Esse consenso não baseia-se no acordo fático, mas num acordo racionalmente motivado em relação ao conteúdo em discussão, ou seja, em relação ao conteúdo das expressões lingüísticas. Sendo assim o consenso não é imposto, mas conquistado argumentativamente. Porque quem fala tem a pretensão de levantar validade daquilo que fala. Ora, tal atitude de antemão coloca-se na esfera do racional argumentativo.
Desta forma legitimidade tem a ver não com a experiência puramente fática, mas com a ação argumentativa levantada. A ação comunicativa é uma ação essencialmente racional e como tal, possibilitadora de uma avaliação crítica das pretensões nela levantadas. Neste sentido a ação comunicativa é também uma ação normativa, pois cria espaço de sociabilidade e relação intersubjetividade.
Quem age comunicativamente abre-se  para a sociabilidade, ou seja, vive na dimensão da socialidade. Pois como afirma Wittgenstein, a linguagem é uma atividade pública, que brota para uma inter-relação, interpelada pelo respeito e a igualdade entre os indivíduos. Desta maneira para que aconteça uma comunicação é mister o respeito pela alteridade. Somente no reconhecimento dos direitos do outro, como agente ativo do discurso, poderemos atingir um nível de comunicação humana.
Todo debate deve pressupor, a igualdade dos parceiros da argumentação, como ponto inicial de toda a ação. Não reconhecer tal processo eqüivale a escravizar o parceiro, tornando-o objeto ou mero agente passivo. Toda comunicação somente é válida, quando brota da razão discursiva.
Reconhecer o outro em sua liberdade é o mesmo que reconhecê-lo em sua autonomia, como alguém capaz de dar-se a si mesmo os princípios de aceitação daquilo que lhe aparece. Afirmar isso é confirmar uma dimensão ética implícita no ato da comunicabilidade. Essa dimensão ética é a possibilidade da práxis comunicativa.
Para Pe. Manfredo, somente no reconhecimento da ética implícita na argumentação, se pode supera o paradoxo das ciências. Pois a grande dicotomia entre ciência e ética é que não é solúvel a nível propocional-objetiva, tal paradoxo, mas somente quando se descobre, que o nível objetivo  não é o único da linguagem; existe outra  possibilitada de superar o paradoxo através da dimensão pragmática-transcendental.
Para nosso autor toda ciência pressupõe uma ética como possibilidade transcendental, que válida sua atividade. Isso é mais claro a partir da contradição performativa explicitada por K. O. Apel. A filosofia torna-se a instância de possibilidade de validação da própria ciência. Sua função específica  a reflexão transcendental das possibilidade de todo e qualquer agir humano, até o científico.      

   

Freud: Consciente, Pré-consciente e Inconsciente

Freud: Consciente, Pré-consciente e Inconsciente

Freud inicia seu pensamento teórico assumindo que não há nenhuma descontinuidade na vida mental. Ele afirmou que nada ocorre ao acaso e muito menos os processos mentais. Há uma causa para cada pensamento, para cada memória revivida, sentimento ou ação. Cada evento mental é causado pela intenção consciente ou inconsciente e é determinado pelos fatos que o precederam. Uma vez que alguns eventos mentais “parecem” ocorrer espontaneamente, Freud começou a procurar e descrever os elos ocultos que ligavam um evento consciente a outro.
O ponto de partida dessa investigação é o fato da consciência.
Consciente, Pré-Consciente e Inconsciente
Segundo Freud, o consciente é somente uma pequena parte da mente, incluindo tudo do que estamos cientes num dado momento. O interesse de Freud era muito maior com relação às áreas da consciência menos expostas e exploradas, que ele denominava Pré-Consciente e Inconsciente.
Inconsciente. A premissa inicial de Freud era de que há conexões entre todos os eventos mentais e quando um pensamento ou sentimento parece não estar relacionado aos pensamentos e sentimentos que o precedem, as conexões estariam no inconsciente. Uma vez que estes elos inconscientes são descobertos, a aparente descontinuidade está resolvida. “Denominamos um processo psíquico inconsciente, cuja existência somos obrigados a supor – devido a um motivo tal que inferimos a partir de seus efeitos – mas do qual nada sabemos” (1933, livro 28, p. 90 na ed. bras.).
No inconsciente estão elementos instintivos não acessíveis à consciência. Além disso, há também material que foi excluído da consciência, censurado e reprimido. Este material não é esquecido nem perdido mas não é permitido ser lembrado. O pensamento ou a memória ainda afetam a consciência, mas apenas indiretamente.
O inconsciente, por sua vez, não é apático e inerte, havendo uma vivacidade e imediatismo em seu material. Memórias muito antigas quando liberadas à consciência, podem mostrar que não perderam nada de sua força emocional. “Aprendemos pela experiência que os processos mentais inconscientes são em si mesmos intemporais. Isto significa em primeiro lugar que não são ordenados temporalmente, que o tempo de modo algum os altera, e que a idéia de tempo não lhes pode ser aplicada” (1920, livro 13, pp. 41-2 na ed. bras.).
Assim sendo, para Freud a maior parte da consciência é inconsciente. Ali estão os principais determinantes da personalidade, as fontes da energia psíquica, as pulsões e os instintos.
Pré-consciente. Estritamente falando, o Pré-Consciente é uma parte do Inconsciente, uma parte que pode tornar-se consciente com facilidade. As porções da memória que nos são facilmente acessíveis fazem parte do Pré-Consciente. Estas podem incluir lembranças de ontem, o segundo nome, as ruas onde moramos, certas datas comemorativas, nossos alimentos prediletos, o cheiro de certos perfumes e uma grande quantidade de outras experiências passadas. O Pré-Consciente é como uma vasta área de posse das lembranças de que a consciência precisa para desempenhar suas funções.


FORMAÇÃO LITÚRGICA: ELEMENTOS HOMILÉTICOS

Elementos da Homilética.


Três são os elementos que compõem a homilia:


a) Elemento Exegético: o gênero literário não tem por finalidade principal que os fiéis cheguem a um conhecimento profundo e científico da Sagrada Escritura. Ele quer fazer com que os fiéis celebrem a Palavra de Deus e vivam à luz dessa Palavra proclamada. Exegese é a arte de saber encontrar e propor o sentido verdadeiro dos textos escristurísticos, para assim faze brilhar das palavras humanas a plenitude da Luz e do pensamento divino que a Palavra quer comunicar. A pergunta principal da reflexão exegética é: O QUE DESEJA DEUS DIZER ATRAVÉS DESTE TEXTO?
   
ALGUNS PASSOS..

  • Entender bem o texto, as palavras e conceitos nele incluídos. Por isso procurar um bom dicionário bíblico e se poder ir ao texto escriturístico original.
  • Estudar o contexto da perícope. Ver os texto pré e pós a perícope, analisar os circunstância, estudar o estilo do livro, seu gênero, destinatário e os textos paralelo, especialmente os Evangelhos.
  • É preciso distinguir entre os textos literários e a mensagem que contém.
  • É preciso levar em consideração que Deus, por meio do autor inspirado, quis dizer algo agora através da palavra ou através do fato marrado (atualizar a Palavra).
  • Ver como a mensagem proclamada se relaciona com a Mensagem geral da Bíblia e com o Acontecimento da Salvação operada por Deus em Cristo. Para comprovar a validade da Palavra proclamada, pois ela não pode está desvinculada da Mensagem Salvífica.
  • É preciso meditar a Palavra para ver o que diz o texto à fé.
  • É preciso pensar no ouvinte ordinário da Palavra e prever o que pode obviamente dizer-lhe o texto, ou por oposição, o que poderia dizer-lhe o texto, mas não lho diz porque desconhecem algo ou interpretam mal algo.
  • Para relativizar meu ponto de vista, para o enriquecer e sistematizá-los convém recorrer a um bom comentário exegético.
  • É preciso distinguir no texto a mensagem principal e as outras.
  • É mister ter claro que o mais importante não é a letra, mas o Espírito, o conteúdo da exegese e a interpretação correta da Mensagem.

b) Elemento vital: a pregação do sacerdote não pode está desvinculada do mundo atual onde a Palavra é anunciada. Ela deve ser aplicada a circunstâncias concretas da vida em sintonia com a verdade do Evangelho.



ALGUNS PASSOS:

  • Conhecer a própria assembléia ou comunidade.
  • Critério central: a Palavra revelada deve ser traduzida numa prática vivencial. Por isso deve-se evitar instrumentalizar a Palavra.
  • Evitar o tom moralizante
  • Iluminar a situação urgente presente nas leituras.
  • Extrair deduções para a vida de detalhes insignificantes do texto escriturístico é um grave erro.
  • É legítimo aproveitar o paralelismo entre as situações vitais presentes no textos Sagrado e as que a sociedade moderna e a Igreja atual nos oferecem.

c) elemento litúrgico ou celebrativo: toda homilia é em vista da celebração que se realiza. Por isso a homilia não está acima da celebração, mas a auxilia, ou seja, ela está ao serviço da liturgia. Daí que o pregador não pode acreditar que sua parte é a mais importante. A homilia é parte da celebração, ela está dentro de um todo que é celebração como tal. Há homiliastas que pensam que a homilia é a parte mais importante, por isso só preparam este momento, relegando as outras a segunda categoria. A homilia é, na verdade, uma das partes da celebração. Outrossim, a homilia não tem função mistagógica, ou seja, de conduzir aos mistérios da fé. Está função mistagógica liga-se mais ao rito, mesmo que se sabe que palavra e rito não são antagônicos, mas sim complementares, pois o que a palavra anuncia o rito realiza.

ALGUNS PASSOS:
  • Quem prepara ou pronuncia a homilia deve ter claro que sua homilia não pode limitar-se a explicar os textos proclamados anteriormente, nem sequer a fazer uma conjunção com a vida, e isso parque a palavra se aplica à celebração sacramental e isso como cumprimento.
  • Quem prepara a homilia deve ter presente que o texto é por si mesmo algumas vezes litúrgico-sacramental-alegorizante. Tomemos como exemplo Jo 6, 22-71 o relato do discurso do pães ele pode ser lido em três perspectiva: como anúncio da eucaristia, como acontecimento histórico da presença de Jesus pão da vida e como reflexão sacramental feita por João e a partir da Igreja.
  • Os textos Bíblicos podem ressoar de diferente maneira segundo a celebração litúrgica, festa ou tempo do ano litúrgico.
  • Convém estar atento para a possível relação entre o texto lido e as atualidades, os gestos e as palavras da mesma celebração litúrgica.
  • É relativamente fácil encontrar conexão com a Escritura proclamada e a celebração litúrgica nas homilias de sacramentos.
  • Garantir que na homilia tenha-se o espaço de conexão entre o mistério celebrado e a palavra anunciada. A homilia é o lugar da síntese destes dois momentos.








Características da homilia.

1. Caráter Memorial.

·        A proclamação da Palavra  de Deus em si tem caráter memorial, celebrativo, sacramental. A Palavra de Deus é celebrada e não somente lida ou proclamada. A homilia se situa entre a proclamação da Palavra e a Liturgia Sacramental, onde ambas se realizam formando um corpo.
  • O lugar da homilia é a mesa da Palavra como da mesa do Pão, sendo elo entre ambas.
  • A homilia atualiza a Palavra de Deus.
  • A homilia difere do sermão ou de uma aula de teologia, não tem como primeira finalidade ensinar ou instruir na doutrina; ela não é uma exposição moral, ou catequética, embora se possa referir-se a isto.
  • O objetivo primeiro é colaborar com Deus, para que sua Palavra seja melhor compreendida
  • A homilia é o momento do confronto entre a Palavra proclamada, no contexto do mistério celebrado, e a vida do Cristão.
  • A homilia quer atingir o coração das pessoas.
  • A homilia evoca os benefícios de Deus em favor do ser humano, sobretudo em Jesus, razão ou motivo de nossa ação de graça que se segue.
  • A homilia quer ajudar a assembléia celebrante a descobrir, à trazer na memória o sentido das oferendas do pão e do vinho com água.

2. Dimensão pascal da homilia.

  • A homilia deve fazer memória da páscoa de Cristo e dos Cristãos ou das páscoas dos cristãos na Páscoa de Cristo.
  • A homilia é o espaço onde assembléia encontra ressonância da páscoa de Cristo e sua vida cotidiana.
  • A homilia deve evocar a memória o Cristo que serve e anima a comunidade, na dimensão comunitária, participativa, missionária e profética.
  • O homiliasta trará todas essas ações pascais dos cristãos à memória, para que os fiéis as transformem em ação de Graça e Oblação, com Cristo e em Cristo.

3.

4. O caráter orante.

  • A homilia é antes de tudo contemplação do mistério da fé e sua explicação, ou explicação, atualizando-a no aqui a agora uma comunidade de fé, o ministro da homilia só poderá falar no Espírito Santo.
  • A finalidade primeira da homilia não é transmitir verdades, nem contemplar, evocar, testemunhar os mistérios de Deus revelados e realizados em Jesus Cristo e atualizados na celebração memorial dos mesmos.
  • A homilia constitui uma forma de oração com caráter de contemplação dos mistérios celebrados, em forma de profissão e testemunho de fé, em forma de ação de graça palas maravilhas de Deus revelada na história da Salvação.
  • O homiliasta crê no que prega, reza o que contempla e assim sua homilia torna-se oração para a assembléia.
  • O homiliasta nunca deve esquecer que a mensagem transmitida pela Palavra de Deus é sempre maior do que o conteúdo de sua pregação.

5. Dimensão Trinitária.


  • A homilia terá uma dimensão trinitária por que deve ajudar a assembléia a encontrar-se com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
  • A homilia contempla e revela o Pai, que age na ordem da criação e da salvação pelo Filho, no Espírito Santo.
  • O homiliasta contempla e narra essa maravilha Econômica divina à luz da Trindade Santa.
  • O homiliasta ajudará a trazer presente essa realidade salvífica da revelação Trinitária.

6. As três dimensões do sinal litúrgico na homilia.

  • Sinais litúrgicos: Evoca o passado, ou seja sçao memória do passado; indicam o presente, ou seja, tornam presentes os fatos comemorados; prefiguram o futuro.  A homilia deve expressar essa tríplice dimensão. Ela narra o plano de Deus e suas maravilhas realizadas no passado até ao momento atual. Atualizando no presente aponta para o que há de vir.  








HISTÓRIAS PARA REFLETIR

DEUS É BOM


            Há muito tempo, num Reino distante, havia um rei que não acreditava na bondade de Deus. Tinha, porém um súdito que sempre lhe lembrava dessa verdade, em todas as situações, e dizia-lhe: “Meu rei, não desanime, porque Deus é bom!”.
            Um dia, o rei saiu para caçar juntamente com o seu súdito, e uma fera da floresta atacou o rei. O súdito conseguiu matar o animal, porém não evitou que sua majestade perdesse o dedo mínimo da mão direita.
            O rei furioso pelo que havia acontecido, e sem mostrar agradecimento por seu servo, perguntou a este: “E agora, o que você me diz? Deus é bom? Se Deus fosse bom eu não teria sido atacado, e não teria perdido o meu dedo”. O servo respondeu: “Meu rei, apesar de todas essas coisas somente posso dizer-lhe que Deus é bom, e que mesmo isso, perder um dedo, é para o seu bem”.
            O rei indignado com a resposta do súdito mandou que fosse preso, e na cela mais escura e mais fedida do calabouço.
            Após algum tempo, o rei saiu novamente para caçar e aconteceu dele ser atacado, desta vez, por uma tribo de índios que viviam na selva. Estes índios eram temidos por todos, pois se sabia que faziam sacrifícios humanos para seus deuses. Mal prenderam o rei passaram a preparar, cheios de júbilo, o ritual do sacrifício. Quando já estava tudo pronto, e o rei já estava diante do altar, o sacerdote indígena, ao examinar a vítima, observou furioso:
- Este homem não pode ser sacrificado, pois é defeituoso! Falta-lhe um dedo! O rei foi libertado.
            Ao voltar para o palácio, muito alegre e aliviado, libertou seu súdito e pediu que viesse em sua presença. Ao ver o servo, abraçou-o afetuosamente, dizendo-lhe:
- Meu caro, Deus foi realmente bom para comigo! Você já deve estar sabendo que escapei da morte justamente porque não tinha um dos dedos. Mas ainda tenho em meu coração uma grande dúvida: “Se Deus é tão bom, porque permitiu que você fosse preso de maneira como foi ... logo você que tanto o defendeu!?”
 O servo sorriu e disse:
- Meu rei, se eu estivesse junto contigo nessa caçada, certamente seria sacrificado em teu lugar, pois não me falta dedo algum! Portanto, lembre-se sempre: tudo o que Deus faz é para o nosso bem!!!


Para reflexão:


“A FELICIDADE CONSISTE NÃO EM SE TER O QUE SE QUER, MAS EM QUERER O QUE SE TEM!”.

CONSELHOS AOS CASAIS

CONSELHOS AOS CASAIS

01 Nunca fiquem ambos zangados ao mesmo tempo 
02 Nunca lance em rosto um ao outro um erro do passado 
03 Nunca se esqueçam das horas felizes de quando começaram a se amar
04 Nunca se encontrem sem um termo bem vindo 
05 Nunca usem indiretas, quer estejam sozinhos ou em presença de outros 
06 Jamais grite um com o outro, a não ser que a casa esteja pegando fogo 
07 Procure cada um se esforçar ao máximo para estar de acordo com os desejos do outro 
08 Seja a renúncia de si mesmo o alvo e a prática de cada dia 
09 Nunca deixem o sol se pôr sobre qualquer zanga ou ressentimento; melhor mesmo é não zangar-se! 

10 Jamais dêem ensejo a que um pedido razoável tenha de ser feito duas vezes 
11 Nunca façam um comentário em público, que possa magoar o outro Pode parecer engraçado, às vezes, mas fere 
12 Nunca suspirem pelo que poderia ter sido, mas tirem o melhor partido daquilo que é 
13 Não censurem nunca, a não ser que tenham a certeza de que uma falta foi cometida, e mesmo assim falem sempre com amor 
14 Jamais se separem sem palavras amáveis, nas quais pensem enquanto separados. Breves palavras proferidas na manhã preenchem um longo dia 
15 Não deixem que nenhuma falta cometida fique sem ser confessada e perdoada 
16 Não se esqueçam que o lugar mais próximo do céu na terra é aquele em que duas almas se tornam rivais no altruísmo 
17 Não fiquem satisfeitos enquanto não tiverem certos de que estão ambos trilhando o caminho estreito e reto, um ajudando o outro 
18 Jamais se esqueçam que o casamento foi estabelecido por Deus e que só a sua benção pode torná-lo o que deve ser 
19 Não permitam que esperanças terrenas os distanciem do lar eterno 
20 Jamais deixem de regar o amor com muito carinho e afeto  

Mariologia.

Trabalho de Mariologia.
Analise Contextualizada da Perícope de Carta aos Gálatas 4, 1-7

1. Contexto dos Gálatas.

Os gálatas são um povo que habita a Europa: Gália (França), Galícia (Espanha e Portugal) e Gales (Grã Bretanha). Atualmente a Galácia fica situada na Turquia.  No III séc. a. C, uma parte dos Gálatas foi atraído para a Ásia Menor como mercenários, eles  falavam língua bárbara como diziam os gregos, que dominavam a região naquela época. Eram um povo de cultura e religião pagãs, não conheciam a fé dos Judeus.[1]
Por duas vezes Paulo visitou a região da Galácia e devido uma enfermidade efetuou a terceira visita. Após a pregação de Paulo o povo gálata se converteu, mas como veremos este comunidade recém-convertida do paganismo a fé cristã será sacudida pelos cristãos judaizantes[2] que tentaram disseminar a obrigação da Lei mosaica como garantia da salvação e da própria efetivação das promessas messiânicas. Os judaizantes consideravam a observância da Lei como algo necessária para garantir a salvação, e buscavam por isso minar a autoridade de Paulo, que pregava um evangelho desvinculado das obrigatoriedades da Lei mosaica.
A epístola aos Gálatas, foi redigida durante a terceira viagem, pelo ano de 57. Sua maior intenção, sobretudo nos capítulos 3-5 é demonstrar para os gálatas e indiretamente para os cristão-judaizantes que a salvação não brota da Lei, mas da fé; para isso ele parte da experiência cristã e da Sagrada Escritura. 

 2. Problemática da Carta.

Como já acenei os Gálatas devem ter recebido a visita de propagadores do judaísmo, de judeu-cristãos insuficientemente consciente da fé. Estes, nas visitas sugeriam que os gálatas deviam circuncidar-se para receber a salvação. Ora, a questão para Paulo era mostrar que quem salva não é a Lei ou o comprimento de regras religiosas, mas a fé em Jesus Cristo, Filho de Deus morte e ressuscitado.
Para o Padre J. Bortolini, os gálatas, segundo Paulo, estão arriscando submeter-se a uma nova escravidão[3]. Porque Jesus já havia libertado-os da escravidão de uma lei que em muitos casos não produzia vida e liberdade. Como nos diz Paulo, Cristo nos libertou para a liberdade (Gl 5, 1).
Os Capítulos 3 e 4 da carta aos Gálatas relevam essa polêmica de Paulo contra uma corrente judaizante que forçava a circuncisão dos gentios como meio de assegurar a salvação. Os que pretendiam impor a circuncisão e o cumprimento da Lei de Moisés anulavam todo os méritos de Jesus: sua vida, morte e ressurreição. Segundo eles, o importante é o cumprimento da Lei, cumprindo-a as pessoas alcançam a justiça pelas suas obras. Para Bortolini estão em jogo dois tipos de justiça: a que surge do cumprimento da Lei e a que nasce da fé em Jesus Cristo[4].
Para Paulo, ninguém pode, por conta própria obter a justiça, ela deve ser, portanto, algo gratuito, doado por Deus. A plenitude dos tempos não é um momento que se possa manifestar pelo cumprimento da Lei ou manipular através de obras piedosas, mas é  Kairos de Deus, ou seja, o momento da maior manifestação do amor gratuito de Deus para os seres humanos (Gl 4,4).
Ninguém, exceto Jesus Cristo, o Filho de Deus morto e ressuscitado pode trazer a salvação a todo gênero humano, e somente a fé nele é nossa garantia de salvação. Então a salvação não nasce do cumprimento de preceitos. Desta mesma forma, a justiça vem da fé em Cristo Jesus, que não leva em conta os méritos pessoais, mas a Graça: manifestada em Cristo que nos salvou mesmo quando ainda éramos pecador.
Ser cristão não é basear a própria vida em regras, como se pudesse obter a graça de Deus e a Salvação. Segundo Paulo em Gálatas cap. 3-4 esse caminho leva escravidão da Lei. O processo de libertação proposto por Paulo reconhece que “Cisto nos amou e se entregou por nos sem que o forçássemos a isso, sem que o merecêssemos por causa do que temos realizado,”[5] mas pelo seu beneplácito.  Portanto, a justificação que provem da fé é resposta do amor de Deus e de Jesus por nós, e não resposta aos nosso méritos.
Então, esta perícope foi escrita para demonstrar aos Gálatas que não é pelo cumprimento da Lei de Moisés que se obtém a salvação, mas por meio da fé em Cristo Jesus. Por que para Paulo a lei não é condição para receber o dom da justiça e da salvação, mas é apenas instrumento de educação para mostrar o pecado; é aderindo a Jesus que nos tornamos libertos e herdamos a filiação adotiva em Deus (cf. Gl 3, 15-29).

3. Localização da carta no contexto das cartas paulina.

            Podemos localizar a Carta aos Gálatas num contexto de cunho doutrinal e “pastorais”, visto que ela inicia com uma breve exortação à comunidade e depois toma posição de admoestação e advertência do perigo das falsas doutrinas: “admiro-me que tão depressa abandoneis aquele que vos chamou pela graça de Cristo, e passeis a outro evangelho. Não que haja outro, mas há alguns que vos estão perturbando e querendo corromper o evangelho de Cristo. Entretanto, se alguém –  ainda que nós mesmo ou um anjo do céu – vos anunciar um evangelho diferente do que vos anunciamos, seja anátema.” (Gl 1, 6-8)
Na carta encontramos um conteúdo doutrinal, nela Paulo levar uma orientação à comunidade, buscando desta forma fortalecer a fé no evangelho de cristo, abalada pelas disseminações judaizantes, que como vimos queriam desautorizar a palavra de Paulo, pregando a obrigatoriedade da Lei e das regras para obtenção da justiça e salvação.
Como o Querigma já tinha sido anunciado nas duas visitas anteriores à comunidade da Galácia, Paulo não tratará na carta simplesmente do anuncio, mas da defesa da fé. Por isso, parte da experiência cristã e da Escritura para o efetuar sua argumentação. Com isso, ele desejava fundamentar como Jesus entrou no mundo submetido à Lei (nascido de mulher) para superar a própria Lei, que é apenas um estágio e não o fim. O fim mesmo de tudo segundo Paulo é Jesus Cristo, imagem visível do Deus invisível.  Toda a carta neste sentido é uma exortação de Paulo ao povo cristão ( de Galácia, mas também a todos os outros povos) de que é a fé em Jesus anunciado por ele, da mesma forma como O recebeu dos apóstolos, que garante a justificação e a salvação.     


4. Exegese.

Gl 4,1-7:
“Explico-me: enquanto o herdeiro é menor, em nada se diferencia do escravo, ainda que seja senhor de tudo, pois está sobre tutores e administradores, até o tempo determinado pelo Pai. Assim também nós, quando menores, estávamos escravizados aos elementos do mundo. Mas quando chegou o tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher e sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. Porque sois filhos, Deus enviou a nossos corações o Espírito de seu Filho que clama: Abba, Pai! De maneira que já não és escravo, mas filho e, se filho, também herdeiro por Deus”. 

Paulo inicia a passagem pondo em relevo uma resposta a objeção dos judaizantes. Como acontece em muitos de seus escritos Paulo parte da resposta ao problema concreto da comunidade. Por isso, vimos no v. 1-3 Paulo introduzir seu discurso com o paralelo entre a condição do herdeiro tutelado, ou seja, que possui, mas não tem autoridade para usufruir com a condição de escravo. Vivemos, segundo Paulo, escravizados pelas forças do mundo.
Ora, por que Paulo parte deste ponto? Como bem sabemos a perícope foi escrita para demonstrar aos gálatas que é Deus Pai quem dirá o momento exato da eclosão do Reino e, por conseguinte da salvação. Paulo tem claro, e, expressa aqui nesta perícope, que não é a prática da Lei de Moisés que irá antecipar ou ainda revelar esse momento, mas a fé em Jesus Cristo, o Filho de Deus morto e ressuscitado.
É pictórico notar que Paulo no v.1-3 tem consciência da situação religiosa dos gentios diante dos judeus. Todavia, estes versículos nos fazem entender que herdeiro tutelado (judeu) e escravo(gentio, órfão) não diferem, pois os judeus tendo a Lei não conseguem chegar a justificação e a salvação. Por outro lado, os gentios não possuindo a Lei também não atingem a salvação. Desta forma, todos estão na mesma condição diante da justificação pela Lei.
Para Paulo este tempo de infância tem um fim e já chegou. O estado de tutela, também para os judeus, chegou a cabo com a era messiânica: a plenitude do tempo que somente a Deus cabe definir a hora (v. 4). Por meio de seu filho, Deus nos libertou – judeus –  sujeito a Lei, necessitados de libertação não menos que os gentios. Paulo destaca a condição divina do Filho, Filho de Deus. Nascido segundo a Lei, isto é, dentro da realidade humana, que recorda provavelmente a circuncisão lembrada em Gl 3, 13.
Essa expressão “nascido de mulher” não é um acréscimo arbitrário, ao contrário, Paulo com isso nos revela o modo como Cristo nos amou, destacando o ato pelo qual Ele nos resgatou da maldição causada pela Lei. Paulo ainda esclarece o efeito desta redenção: chamados a adoção filial pelo Filho por graça de Deus Pai (v. 5-7).
Quadro conceitos chaves marcam essa perícope. Paulo estaca a figura de Deus como centro de toda a realização, pois é Ele quem livremente envia seu Filho, na medida do tempo fixado por ele mesmo e envia também o Espírito de seu Filho. Paulo nos convida a perceber assim, a presença do Pai em toda abra da salvação(cf: BORTOLINI, J Como Ler a Carta aos Gálatas: Evangelho é Liberdade. p66).
A expressão plenitude do tempos é originariamente apocalíptica, encontrada também em Mc 1,15. Aqui (em Gálatas essa expressão) não trata de processo da civilização permitindo a vinda do salvador; porém quer afirmar que somente Deus decide o tempo da encarnação (cf: BORTOLINI, J Como Ler a Carta aos Gálatas: Evangelho é Liberdade, p67).
O Filho é outro conceito chave para entender a intenção de Paulo. No texto original Paulo usa a palavra “Huios” para expressa quem é Jesus Cristo. Designando Jesus Cristo com esse termo Paulo destrói a imagem do messianismo judeu: o enviado do pai não está a altura da esperança dos judeus e a relação existente entre o Pai-Filho é única (cf: BORTOLINI, J Como Ler a Carta aos Gálatas: Evangelho é Liberdade, p67).
Depois Deus envia o Espírito do Filho para mostrar que a filiação não é apenas de ordem jurídica, que ela se instaura no profundo de nosso ser espiritual. Somos filhos por participação à filiação do Cristo (Rm 8,29) cf: BORTOLINI, J Como Ler a Carta aos Gálatas: Evangelho é Liberdade, p69.  
            Como filho, tu és herdeiro: ora, o herdeiro por excelência é Cristo, incorporado à Cristo pelo batismo recebemos o Espírito como primícias do mundo futuro. O espírito é que garante nossa relação de filiação. Ele não é um acréscimo ou um complemento que falta a vida cristã como a tradução errada do v.6 pode sugerir “porque sois filho, Deus enviou o Espírito do Filho... mas é uma prova de que somos filhos por participação em Jesus Cristo (cf: BORTOLINI, J Como Ler a Carta aos Gálatas: Evangelho é Liberdade. p70). 


5. Nascido de uma mulher


Esta passagem é a única onde Paulo fala da mãe de Jesus. Provavelmente essa expressão queira revelar-nos o estado no qual Jesus nasceu e veio ao mundo. Porém também nos mostra como a história da salvação vai se realizando.  A referencia a tal expressão faz certamente alusão ao nascimento virginal do Cristo.
Contudo, qual o sentido da expressão no meio judaico e sobre o contexto em questão?  O paralelismo entre “nascido de uma mulher” e “nascido sob a Lei” manifesta que Paulo tem em mente a condição existencial que Cristo assume para nos salvar. Como nos diz em Filipenses 12,7: “esvaziou-se a si mesmo, e assumiu a condição de servo, tomando a semelhança humana”.
A expressão "nascido de uma mulher", permanece ainda hoje a nos convidar a meditação. O fato de Paulo não dizer claramente o nome da mãe de Jesus talvez esteja associado a tentativa de ligar a história de Gn capítulos 2 e 3. Por que dado a importância teológica que Paulo confere aos capítulos 2 e 3 do Gênesis, a mulher parece evocar Eva, qual é prometido um descendente (Gn 3,16), entendido no sentido pessoal e messiânico pelos tradutores gregos: vitorioso sobre Satã este descendente é aquela por meio da qual nos vem a bênção prometida a Abraão (Gl 3,16).[6]
Assim podemos com certa propriedade, relacionar a promessa veterotestamentário de Gn cap. 3 com essa perícope de Paulo para afirmar que esta mulher na qual gênesis e a Carta aos Gálatas comentam sem mencionar diretamente o seu nome é Maria, expressa com toda clareza em Mateus na genealogia. Desta forma, reconhece-se o papel de Maria não como objeto, ou ainda como barriga de aluguel, mas como ponte na qual Cristo toma parte na história humana.
Portanto, o “nascido de mulher” de Paulo não desmerece a mãe de Jesus, ao contrário a coloca em destaque para marca o meio pelo qual Jesus Cristo, Filho de Deus por obra do Espírito Santo entrou na história, submetido a Lei, para desta maneira nos resgatar da Letra para a Vida.
É de suma importância ao meu parecer não perder de vista, na aproximação que desejamos fazer, ou seja, relacionar o nascido de mulher com a figura de Maria, a expressão “submetido a Lei”. Pois acredito que neste ponto encontramos um fator relacional. Jesus nasceu como todo judeu, submetido a Lei, por meio de uma mulher, mas com a intervenção divina. Por isso, encontramos na genealogia de Jesus, uma brusca interrupção na ordem do genitor: Jacó foi o pai de José, esposo de Maria, da qual nasceu o Jesus , chamado Cristo.(Mt 1,16) . Ora, essa interrupção é a prova de Jesus, é muito mais que o messias a moda judaica, Ele é o messias, Filho de Deus.




BILBIOGRAFIA CONSUTADA:

GEBARA, Ivone & BINGEMER, Maria Clara L. Mãe de deus e Mãe dos Pobres.
            Col. Teologia e Libertação, Ed. Vozes, Petrópolis, 1988.
Viver e Anunciar a Palavra: as Primeiras Comunidades. Col. Tua Palavra é Vida, 
Vol. 6, Ed. Loyola / CRB, São Paulo, 1995.
COTHENET, E. A epístola aos Gálatas. Col. Cadernos Bilbicos, Ed. Paulinas, São
Paulo 1985.
BORTOLINI, J. Como Ler a Carta aos Gálatas: Evangelho é Liberdade. 2a Edição,
Ed. Paulus, São Paulo, 1991.
ROUER,  A. Maria. Ed. Paulinas, São Paulo1969.

Bíblia de Jerusalém

Bíblia Sagrada. Edição da Família, Ed. Vozes.





[1] Viver e Anunciar a Palavra: as Primeiras Comunidades. Col. Tua Palavra é Vida,  Vol. 6, p 174.
[2] Estes são judeu-cristãos vindos do judaísmo, que combatiam com violência o evangelho pregado livre da lei, no qual Paulo anunciava.   
[3] BORTOLINI, J Como Ler a Carta aos Gálatas: Evangelho é Liberdade. p 18
[4]BORTOLINI, J Como Ler a Carta aos Gálatas: Evangelho é Liberdade. p 19
[5] Idem. p 22
[6] E. Cothenet. A epístola aos Gálatas. Col. Cadernos Bilbicos, p 68. 

Homilia do II Domingo da Quaresma – Ano B - 2015



Homilia do II Domingo da Quaresma – Ano B - 2015

A Transfiguração do Senhor expulsa o medo da cruz.
O Evangelho deste domingo nos relata a transfiguração do Senhor. Ao olharmos um pouco o contexto, observamos que Jesus tinha anunciado aos seus que “é necessário que o Filho do homem padeça muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. É necessário que seja levado à morte e ressuscite ao terceiro dia” (Lc 9,22); que ele tinha falado também que se alguém o quisesse seguir que tomasse a cruz (cf. Lc 9,23-24); por outro lado, alguns discípulos esperavam um messias político que vencesse pela força de um exército dominador o poder dos romanos, de cujo jugo desejavam ver-se livres.
Tendo em conta tudo isso, podemos dizer que os discípulos encontravam-se bastante desnorteados e até mesmo desanimados. A transfiguração do Senhor é um consolo. De fato, dizia São Leão Magno que “o fim principal da transfiguração foi desterrar das almas dos discípulos o escândalo da Cruz e que a humilhação da paixão voluntária não perturbasse a fé daqueles aos quais fora revelada a excelência da dignidade oculta ”; trata-se de encorajar os discípulos em meio aos sofrimentos eminentes.
A morte de Jesus na Cruz iria gerar muitas perguntas na consciência, ainda não amadurecida, dos apóstolos.  Vale a pena seguir alguém que vai morrer na Cruz? Como animar o povo a imitar um crucificado?  A prova pela qual passariam os discípulos não seria fácil. Mas iluminados pelo testemunho de fé dos patriarcas os cristãos encontram refugio. A primeira leitura nos apresentou o relato da grande prova ao qual Abraão – o pai de todos os crentes – foi submetido (cf. Gn 22). O relato faz parte das assim chamadas “tradições patriarcais” (Gn 12-36). A prova pela qual Abraão passou foi assaz dramática: sacrificar Isaac, seu filho amado e, além do mais, filho da promessa. Porém Abraão confiou em Deus e foi salvo!
O pensamento da glória que nos espera deve animar-nos na nossa luta diária. Nada vale tanto como ganhar o Céu. Ensina Santa Teresa: “ E se fordes sempre avante com esta determinação de antes morrer do que desistir de chegar ao termo da jornada, o Senhor, mesmo que vos mantenha com alguma sede nesta vida, na outra, que durará para sempre, vos dará de beber com toda a abundância e sem perigo de que vos venha a faltar” (Caminho de Perfeição, 20,2).
Muitas vezes, também nós passamos por provas espirituais difíceis: parece que Deus não me ouve, que ele está longe de mim, não liga para mim, muda de planos e que “não está nem aí” para os meus planos. Os discípulos de Jesus têm uma sensação semelhante diante do anúncio da Paixão e do seguimento exigido por Jesus: encontravam-se diante de um projeto que eles não tinham imaginado. E agora, vale a pena? Vale a pena, Abraão? Vale a pena, discípulos de Cristo?
A transfiguração de Jesus é uma catequese que revela aos discípulos e a nós Quem é Jesus: O Filho Amado de Deus! Em nossa caminhada para a Páscoa somos também convidados a subir com Jesus a montanha e, na companhia dos três discípulos, viver a alegria da comunhão com Ele. As dificuldades da caminhada não podem nos desanimar. No meio dos conflitos, o Pai nos mostra desde já sinais da Ressurreição e do alto daquele monte Ele continua a nos gritar: “Este é o Meu Filho Amado, escutai-O”.
A Transfiguração é uma centelha da glória divina derramada nos Apóstolos que fez gerar uma felicidade tão grande que fez Pedro exclamar: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas…” Pedro quer prolongar a situação! O que é bom, o que importa, não é estar aqui ou ali, mas estar sempre com Cristo, em qualquer parte, e vê-Lo por trás das circunstâncias em que nos encontramos. A vida dos homens é uma caminhada para o Céu, que é a nossa morada (2 Cor 5,2). Uma caminhada que, às vezes, se torna áspera e difícil, porque com frequência devemos remar contra a corrente e lutar com muitos inimigos interiores ou de fora. Mas o Senhor quer confortar-nos com a esperança do Céu, de modo especial nos momentos mais duros e difíceis da nossa vida.
Os discípulos da transfiguração são os mesmos do Monte das Oliveiras, os da alegria são também os da agonia. É preciso acompanhar o Senhor em suas alegrias e em suas dores. As alegrias preparam-nos para o sofrimento e o sofrimento por e com Jesus dá-nos alegria. Os discípulos, que estavam desanimados diante do Mistério da Cruz, são consolados por Jesus na transfiguração e preparados para os acontecimentos vindouros, como, por exemplo, o terrível sofrimento que Ele padecerá no Getsêmani. Vale a pena segui-lo? Certamente.
Nós devemos encontrar esse Jesus na nossa vida corrente, no meio do trabalho, na rua, nos que nos rodeiam, na oração, quando nos perdoa no Sacramento da Penitência (Confissão), e sobretudo na Sagrada Escritura, onde se encontra verdadeira, real e substancialmente presente. Devemos, aprender a descobri-Lo nas coisas ordinárias, correntes, fugindo da tentação de desejar o extraordinário.
Escutar e anunciar!…
Não podemos ficar no Monte… de braços cruzados… O seguidor de Cristo deve descer do monte para enfrentar o mundo e os problemas dos homens!




Homilia do XVIII Domingo do Tempo Comum (Ano C)

Homilia do XVIII Domingo do Tempo Comum (Ano C) Um homem vem a Jesus pedindo que diga ao irmão que reparta consigo a herança. Depois ...